Comunicado foi "gentil" garante presidente da Funai
Brasília, 31 (AE) - O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Frederico Marés, disse hoje que Orlando Villas Boas estava acumulando funções, pois desde o ano passado tinha direito à pensão especial da União. Marés afirmou que o comunicado de exoneração foi "gentil" e explicou os motivos do afastamento. "Conforme disse no fax enviado ao sertanista, a Funai precisa reduzir as remunerações dos cargos em comissão, já que vem passando por significativo corte, motivado pela recente passagem da saúde indígena para a Fundação Nacional de Saúde (Funasa)."
Hoje, depois de um encontro com o ministro da Justiça, José Carlos Dias, Marés informou que a demissão de Villas Baas deverá ser publicada amanhã (01) no Diário Oficial da União. Orlando Villas Boas não costuma ler o Diário Oficial, mas afirmou que o fará, a partir de amanhã, para tentar saber os motivos de sua demissão do cargo de assessor especial da presidência da Funai."Quero saber por que fui demitido, já que no fax o presidente da Funai não disse o motivo", disse o sertanista.
Respeito - Segundo Marés, a medida foi "um ajuste". "A Funai deve a Villas Boas todo o respeito e acredito que até seria um bom presidente da Funai", disse Marés, explicando que o cargo de assessor exercido pelo sertanista desde a década de 80 era apenas simbólico, mas ilegal, por causa da pensão especial que vinha recebendo desde 1998.
O presidente da Funai assegurou que não teme uma revolta entre os líderes indígenas por causa da demissão do sertanista, considerado até hoje um dos maiores conhecedores da causa indígena no mundo. "A população também vai entender que essa medida é legal", afirmou.





