São Paulo, 21 (AE) - Das quatro testemunhas de acusação que deveriam depor na manhã de hoje na Comissão Processante que analisa a cassação do vereador Vicente Viscome (sem partido), apenas duas compareceram à Câmara. O primeiro a depor foi o deputado estadual Conte Lopes (PPB), às 10h15. Ele reafirmou as acusações que já tinha feito na Comissão Parlamentar Inquérito (CPI) dos Fiscais. Tudo foi presenciado pelo vereador e seu advogado, Ademar Gomes, e sua equipe.
Conte Lopes voltou a falar sobre a empresa Panco. Ele reafirmou que foi procurado pelo presidente da empresa, Flanklin Iamomani, que dizia estar sendo pressionado a entregar dez carros para que um obra da empresa em andamento na zona leste não fosse embargada. Disse ainda que marcou uma audiência com o prefeito Celso Pitta (sem partido) para relatar-lhe os fatos.
Questionado pela comissão sobre por que não relatou os fatos por escrito ou deu voz de prisão quando tomou conhecimento deles, o deputado disse que não era policial e achava que uma audiência oficial com o prefeito seria o suficiente. Conte Lopes também disse que não viu a cena em que o presidente da Panco teria sido pressionado pelo vereador ou seus assessores da Administração Regional da Penha, que controlava politicamente.
Viscome, que está preso há 55 dias, acompanhou tudo calado. Seus advogados fizeram algumas contestações durante o depoimento, afirmando que a linha de pergunta estava sendo desviada.
Nervosismo - O segundo depoimento foi do fiscal Clóvis Feitosa de Araújo, que aparentava nervosismo. Ao depor, caiu em algumas contradições. Disse que confirmava tudo o que afirmara na polícia. Alguns momentos depois, insinuou que teria sido pressionado pela polícia para dizer o que sabia.
Nélson Gomes estava convocado, mas não foi localizado pelos integrantes da CPI. Quanto a Vladimir Augusto Ferreira, que deveria depor pela manhã, seu depoimento foi adiado para o início da noite de hoje.

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