Usuários de ecstasy ouvidos pela reportagem afirmam que é fácil reconhecer quem tem a droga para vender em festas e que ela custa entre R$ 30 e R$ 40 o comprimido, podendo chegar a R$ 50 em alguns casos. Todos disseram ter experimentado pela primeira vez em festas raves ou boates.
A gíria para ecstasy é pastilha ou simplesmente ‘‘E’’, pronunciado como na língua inglesa. Todos começaram a ouvir falar da droga há três ou quatro anos.
Uma usuária diz ser muito fácil reconhecer quem tem a droga para vender. ‘‘Você nota pelo estado da pessoa. Se ela está dançando e pulando bastante numa festa dá para perceber que ela tem ecstasy ou ácido. Geralmente, essas pessoas têm também para vender’’, afirma.
Quando se aproximam dos vendedores, os usuários geralmente perguntam se ele tem ‘‘E’’ (ecstasy) ou ‘‘A’’ (ácido) para vender. Outro nome usado em festas para o ácido é ‘‘doce’’, mas as gírias podem variar de grupo para grupo.
Ultimamente, segundo os usuários, está mais fácil de encontrar ecstasy em festas. Mesmo assim, ainda é mais fácil achar ácido, que é mais barato do que ecstasy.
Por causa do preço da droga (R$ 30 a R$ 50, se for importado), o perfil do usuário é de alguém de classe média ou alta. As pessoas ouvidas pela reportagem afirmam que na primeira vez em que tomaram a droga ela foi oferecida, de graça, por amigos.
O primeiro efeito do ecstasy, segundo os usuários, é conhecido como ‘‘batidão’, momento em que a pessoa fica mais ligada e com vontade de dançar, pular ou se movimentar.
‘‘Depois, a gente vai se acalmando e fica tranquilo, em harmonia, rindo à toa e com vontade de abraçar todo mundo.’’ Alguns afirmam sentir depressão no dia seguinte.
‘‘Nem gosto de música tecno, mas é impossível não dar vontade de dançar quando você está sob o efeito de Ecstasy’’, afirma outra pessoa, que diz ter tomado a droga apenas uma vez. (A.F.)

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