São Paulo, 14 (AE) - O ágio para o leilão da Comgás pode ficar abaixo dos 40% estimados pelo mercado, por conta da não participacão da BR Distribuidora no processo. A avaliação é do chefe do departamento de economia da Universidade de S. Paulo, Denisard Alves. Ele não descarta que composições de última hora entre os consórcios reduza o nível do ágio. Também não descarta a possibilidade de possibilidades de aumentos pesados nas tarifas de gás sejam efetuados depois da privatização, caso não ocorra o controle por parte da Agência Nacional de Petróleo. "Monopólio sempre é ruim, seja público ou privado", afirmou.
Estrutura- O leilão de privatização da Comgás tem preço mínimo de R$ 119,35 por lote de mil ações totalizando R$ 753496838,98. A oferta de lote único de 6.313.337.570 ações ordinárias (com direito a voto) nominativas representativas de 52,6889% do capital total da Comgás das quais 6.218.024.658 são ações ordinárias nominativas detidas pela CESP e 95.312.912 são ações ordinárias nominativas detidas pela Fazenda do Estado de São Paulo, em leilão de privatização na modalidade de envelope fechado, além do preço final do leilão o novo controlador ficará obrigado a pagar uma quantia adicional de R$ 10.455.210,67 que foi calculada para compensar o deságio de 60% de parte das ações preferênciais objeto da oferta aos empregados.

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