Composição da Telemar deve ter novas mudanças
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terça-feira, 06 de julho de 1999
Por Gustavo Alves 
Rio, 7 (AE) - A composição da sociedade que controla a Telemar, empresa de telefonia fixa que atende a 16 estados, deve sofer novas mudanças neste mês, além da entrada prevista do banco Opportunity, em substituição à Inepar, que pode anunciar amanhã (8) oficialmente a venda de sua parcela de 10,13% de participação. O grupo La Fonte deve vender 3,58% de suas ações para outros sócios.
Depois disso, no segundo semestre, alguns sócios já querem começar a tratar da venda da participação de 25% de participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), por meio de sua empresa de participações, o BNDESPar. Por enquanto, o banco mantém a posição de esperar melhoria nas condições de mercado para vender as debêntures conversíveis em ações que possui.
Um dos integrantes do consórcio afirmou que a venda significará a entrada de um sócio estrangeiro na Telemar. O negócio começará a ser discutido após o pagamento da parcela de R$ 930 milhões pela compra da holding ao Tesouro Nacional, no dia 4 de agosto.
Até esta data, o objetivo do La Fonte é diminuir sua participação na sociedade, com a distribuição de 3,58% de sua participação de 14,5% entre a AG Telecom , do Grupo Andrade Gutierrez, GP Investimentos, do Grupo Garantia, e o Banco Opportunity.
Com o dinheiro da venda, estimado em R$ 36 milhões, o grupo empresarial de Carlos Jereissati vai pagar a parcela de R$ 160 milhões devido pela participação na compra da Telemar, antiga Tele Norte Leste.
O restante do dinheiro virá do aumento de capital de R$ 130 milhões que o La Fonte recebeu, dos quais R$ 26 milhões foram injetados pelos fundos de pensão.
A entrada do fundo CVC/Opportunity na Telemar pode representar o início de uma nova disputa pelo controle do grupo de acionistas. As regras do fundo de investimento do Opportunity prevêem que, para entrar em qualquer negócio, o fundo deve assumir o controle do negócio. No entanto, um dos integrantes do grupo que arrematou a Telemar no leilão da Telebrás avisa que o banco terá de se conformar em dividir o poder com os outros sócios.


