Composição corporal faz diferença no desempenho
PUBLICAÇÃO
domingo, 12 de abril de 2009
Chiara Papali<br>Reportagem Local 
Você sabe qual é o seu peso, mas não tem idéia do quanto disso é massa muscular e do quanto é gordura? Ter conhecimento dessas medidas, aponta o professor Dartagnam Pinto Guedes, diretor do Centro de Educação Física da Universidade Estadual de Londrina (UEL), faz toda diferença para uma prática mais adequada de atividade física.
Na UEL, um equipamento chamado pletismógrafo tem sido usado para determinar com precisão o perfil morfológico de atletas e de quem quer praticar atividade física para cuidar da saúde. O objetivo, segundo o professor, é, a partir dos dados, prescrever atividade física de forma mais personalizada. Outra idéia é formar um banco de dados que possa ser utilizado em pesquisas, pois o equipamento é de alta tecnologia e um dos dois únicos utilizados no País. Só tem outro na Escola Paulista de Medicina, atesta. Um estudo já foi iniciado (leia texto nesta página).
O perfil morfológico é o fracionamento do peso corporal em gordura e massa isenta de gordura. Isso significa, por exemplo, que duas pessoas do mesmo sexo, com o mesmo peso e a mesma idade podem ter condições físicas bastante diferentes - quem tem mais massa muscular tem uma condição melhor para fazer exercício físico.
Nas academias, por exemplo, as pessoas fazem aproximadamente a mesma coisa, independente da composição física. Mas, cada um tem um ponto ótimo que é o ideal para ele. Se ele faz menos que o necessário, (o exercício) é inócuo ou com resultados demorados. Se a dose é excessiva, além do desconforto, há risco de lesão pela alta exigência da musculatura, explica.
Conhecer a própria potencialidade também ajuda a evitar excessos. Um mito bastante comum entre quem pratica musculação, aponta Guedes, é o de que quanto mais músculos melhor. Na verdade, alerta o professor, o estímulo destinado ao aumento exagerado de massa muscular leva a uma alteração metabólica, que com o passar do tempo leva o organismo a promover uma alta armazenagem de gordura. Isso acontece porque ele fugiu daquele momento ótimo, aponta.
Por isso é bastante comum que, em um primeiro momento, a pessoa fique grande, mas depois gorda. E isso acontece normalmente depois dos 30 anos, quando o metabolismo naturalmente vai ficando mais lento e as atividades sociais e profissionais dificultam um maior controle dietético e de prática de esforço físico, opina.
Guedes lembra que nos atletas a musculatura não é grande, mas bem definida e de formato cilíndrico, não redondo. O tamanho do músculo não traduz necessariamente sua função, sua força, afirma.
COMO FUNCIONA
O pletismógrafo é uma espécie de caixa hermeticamente fechada, onde o paciente entra e respira através de um tubo. O exame estima o volume e a densidade corporal por troca de pressão. São de 12 a 15 medições de 20 a 30 segundos cada uma, em que todo o ar que existe no aparelho é retirado. O exame é seguro, e a caixa conta com um dispositivo de abertura caso o paciente se sinta desconfortável. O teste é feito com o mínimo de roupas possível. Variações do aparelho são usadas para exames respiratórios e arteriais.(C.P)
Fonte: professor Dartagnam Pinto Guedes, da UEL
SERVIÇO
O agendamento do exame Avaliação e Prescrição de Exercícios Físicos é feito na Secretaria Geral do Centro de Educação Física da UEL mediante pagamento de taxa (R$ 50 para comunidade externa e R$ 40 para estudantes, professores e funcionários da universidade). A secretaria funciona de segunda à sexta-feira, das 8h30 às 12 horas e das 14h às 18 horas.


