Nivaldo da Silva Berger, 25 anos, morreu na madrugada de ontem, ao ser atropelado por uma composição de 49 vagões de carga, no bairro Umbará, região sul de Curitiba. Segundo a empresa América Latina Logística (ALL), que opera as ferrovias do Paraná desde a privatização do sistema, em 1997, ele estaria embriagado e deitado sobre os trilhos. O acidente aconteceu às 5h40 e interrompeu o tráfego de trens, que só foi liberado às 10h10.
Natural de Campo Mourão (Noroeste do Estado), Berger vestia tênis, calça jeans e jaqueta de nylon e levava consigo a carteira de identidade. Até ontem à tarde ninguém havia aparecido no Instituto Médico-Legal (IML) para retirar seu corpo. O IML fez exame de dosagem alcoólica para comprovar a suposta embriaguês. O resultado só será divulgado em dez dias.
Segundo a gerente de relações corporativas da ALL, Silvana de Alcântara Oliveira, o trem viajava de Curitiba para Maringá e trafegada a uma velocidade de 40 quilômetros por hora, adequada a trechos urbanos. Ela afirmou que há um pedido de liberação de verbas tramitando no Ministério dos Transportes para um projeto de retirada de parte dos cruzamentos de ferrovias com ruas em Curitiba e em cidades da Região Metropolitana.
Só em Curitiba, há 19 desses cruzamentos. No ano passado, ocorreram 106 acidentes na cidade, entre atropelamentos e choque de trens com veículos. Uma comissão de moradores está propondo a instalação de cancelas nos pontos mais perigosos. A medida está sendo estudada pela ALL e a prefeitura. Em outubro do ano passado, essa comissão obteve a proibição do tráfego de trens pela cidade entre zero hora e 5 horas.

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