Londrina - De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) Paraná, o londrinense Antônio Valezi, apenas 15% dos pacientes submetidos a cirurgias de redução de estômago voltam a desenvolver o quadro de obesidade mórbida. É um universo considerado baixo e que, segundo os profissionais da área, ocorre devido ao comportamento alimentar inadequado. "É normal que um paciente operado ganhe um pouco de peso, todos nós aumentamos de peso ao longo da vida; mas temos que diferenciar daquele paciente que volta a engordar em níveis extremos e volta à obesidade", pondera. "Rarissimamente isso ocorre por problemas técnicos operatórios, geralmente é por comportamento alimentar. O paciente volta a se alimentar mal, a ingerir alimentos calóricos."
Em relação aos critérios utilizados para os procedimentos cirúrgicos, o especialista afirma que é necessária uma avaliação preliminar de um endocrinologista para averiguar se realmente há a necessidade. "A cirurgia é indicada mediante critérios preestabelecidos, desde que o paciente tenha tentado emagrecer de outra maneira e não tenha conseguido. Ele deve passar por avaliações pré-operatórias com o endocrinologista, porque às vezes tem um problema hormonal que está levando à obesidade e o tratamento não é cirúrgico", esclarece. (D.P.)

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