COMPORTAMENTO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Por Profº Luiz Gonzaga Leite (*) 
Eles têm entre 15 e 25 anos e estão por toda a parte. Suas vítimas preferidas são pessoas franzinas e tímidas, sempre desacompanhadas. Os briguentos tendem a cultivar uma imagem idealizada da família, têm menor capacidade para lidar com frustrações e limites, são mais agitados, e geralmente se mostram inconformados com as dificuldades da vida.
A rebeldia é normal, inclusive na formação da identidade. Mas a violência, não. Sem polemizar sobre os fatores sociais mal resolvidos, como o comprometimento da educação, da segurança e do emprego no país, acabamos nos voltando para
as relações familiares, que ainda são o centro de muitos distúrbios apresentados pelos
jovens.
Pais que não impõem limites desde cedo aos filhos e não demonstram interesse por sua rotina de vida, seja na escola, seja nos relacionamentos pessoais, são coadjuvantes das ações de violência praticadas pelos jovens. Há, inclusive, pais tão voltados para seus próprios problemas que simplesmente perdem o interesse pelos filhos. Essa atitude é uma forma de demonstrar que não se importam com o que fazem ou deixam de fazer. É o estresse e a depressão devassando as relações familiares.


