Quase 70% dos alunos do ensino fundamental de seis escolas curitibanas afirmam já terem sido vítimas ou causadores de agressões dentro de sala de aula nos últimos seis meses, mais um exemplo de bullying. Um estudo, ainda em andamento, do mestre em educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Josafá Moreira da Cunha, intitulado ‘‘Violência Interpessoal em Escolas no Brasil’’ entrevistou 513 estudantes de escolas públicas na Capital paranaense.
  O levantamento é parte de uma pesquisa que abrangeu 849 estudantes do ensino fundamental e médio de escolas públicas e particulares de quatro cidades brasileiras. Além de Curitiba, Goiânia (GO), Governador Valadares (MG) e Teresina (PI) tiveram dados coletados. Entre os tipos mais comuns de agressão relatados estão soco, chute, revide a agressões físicas e até apelidos depreciativos.
  Entre as formas de agressão e vitimização apontada por eles, 67,5% disseram já terem feito ou recebido xingamentos. A segunda forma identificada pela maioria é o uso de apelidos pejorativos – 64,3% admitiram já terem sido envolvidos. O professor Cunha divide os tipos de violência, também chamada bullying, em três: agressão direta, quando a pessoa sabe quem é o provocador verbal ou físico; agressão relacional, que prejudica a relação da vítima com o grupo, como exclusão ou fofocas; e agressão física indireta, ou seja, roubar ou mexer nas coisas dos colegas.
  Em Londrina, estudo sobre bullying foi realizado em diversas escolas da cidade no ano passado.



Termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo
(ou grupo) com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo incapaz de se defender


São aqueles que exprimem sentido desagradável ou de desaprovação; vêm de pejorar, que é o ato ou efeito de tornar pior


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

mockup