Complicações podem ser fatais
O diabetes nada mais é do que a ausência de produção de insulina (no tipo 1) ou resistência e deficiência na secreção de insulina (tipo 2). A insulina é o hormônio é responsável pela captação da glicose para dentro das células. O maior problema é que, quando falta insulina, o nível de hemoglobina glicada do organismo aumenta, e com isso aumenta também o risco de a pessoa desenvolver com o passar do tempo problemas nervosos, nos rins, olhos, circulação, coração e outros - o que explica o grande número de mortes em decorrência da doença.
Quem tem um parente direto diabético tem 30% de chance de também desenvolver o tipo 2 no decorrer da vida. Porém, com o sedentarismo e a alimentação inadequada, o que se tem observado é uma redução na média etária desses doentes que até pouco tinham, em sua grande maioria, mais de 45 anos. Outros fatores de risco são obesidade, baixo nível de colesterol bom (HDL), triglicérides elevado, hipertensão arterial e doença cardiovascular.
Excesso de urina, muita sede, apetite e relativa perda de peso (rápida quando se trata do tipo 1 da doença) já são motivo para procurar um médico. Outros sintomas que podem surgir são fraqueza, sonolência, cãibra, formigamento e dormência nas mãos, além de baixa resistência a infecções e impotência sexual.
''Para o tipo 1 não há outro tratamento que não a injeção de insulina no organismo. Para o tipo 2, nem sempre a insulina é necessária'', explica a endocrinologista Denise Reis Franco. Porém, com o passar do tempo, é possível que o diabético passe a precisar desse hormônio. A doença também pode se desenvolver em mulheres grávidas (diabetes gestacional).
O nível de glicemia normal de uma pessoa em jejum é de 100 mg/dl, e de 140 mg/dl duas horas após a refeição. Para a pessoa ser diagnosticada com diabetes, ela precisa apresentar nível superior a 126 em pelo menos duas aferições. (A.I.)





