Ainda que raramente, o vírus Epstein-Barr contribui para o aparecimento de alguns tipos de câncer, como o linfoma de Burkitt e alguns cânceres do nariz e garganta Segundo o infectologista e imunologista José Luis da Silveira Baldy, acredita-se que determinados genes virais alterem o crescimento das células infectadas e as transformem em cancerosas
''A genética está por trás de tudo, por isso não temos como explicar porque em algumas pessoas a doença pode desencadear tamanha complicação Mas o desenvolvimento de um câncer por conta desse vírus é raro'', destaca o médico
Na maioria das crianças com menos de 5 anos de idade a infecção pelo vírus Epstein-Barr não provoca sintomas Acredita-se que o tempo normal entre a infecção e o aparecimento dos sintomas (período de incubação) seja de 30 a 50 dias
Baldy lembra que existem outros vírus capazes de desencadear um câncer no corpo humano De qualquer forma, a presença de um vírus no organismo também condiciona a imunização do indivíduo ''É por isso que quanto mais jovem a pessoa se infecta, menos doenças ela terá no futuro Além das vacinas, que são de grande importância para o indivíduo, a própria contaminação por alguma doença faz com que a pessoa crie um sistema de defesa contra aquele agente'', diz
Cuidados - Os vírus são transmitidos de várias formas Alguns são ingeridos, outros inalados e outros ainda, são transmitidos através de picada de insetos e outros parasitas Segundo Baldy, no caso do vírus de Epstein-Barr, o desenvolvimento de linfoma é mais comum na África e na Ásia ''Sabemos que em negros daquela região é bastante comum a mononucleose infecciosa acometer o indivíduo e ocorrer o câncer Nesse caso, o tratamento é misto, geralmente com retirada do tumor e também com quimioterapia também'' (F B )

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