Competitividade no trabalho prejudica saúde dos chineses
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sábado, 27 de julho de 2002
Agência EFE 
Pequim - Os habitantes de Pequim, acostumados durante décadas à proteção social do Partido Comunista Chinês (PCCh), começaram a sofrer de doenças comuns a países desenvolvidos em virtude da competitividade trabalhista que surgiu com a liberalização econômica.
''O stress, a alta pressão sanguínea, os tumores cancerígenos e o diabetes se converteram em doenças crônicas dos pequineses'', destaca um relatório do Ministério da Saúde Pública.
Por causa da competitividade trabalhista e a deterioração da saúde dos habitantes de Pequim, a capital dedica em despesas médicas um orçamento anual de 2 bilhões de iuanes (uns 241 milhões de dólares). ''Cerca de 75 por cento dos trabalhadores acusa sintomas das citadas doenças'', afirma Tian Xiangyang, subdiretor do Departamento de Saúde do Município de Pequim, cidade com cerca de 12 milhões de habitantes que registra um febril crescimento econômico e urbanístico.
O trabalho segundo o modelo ocidental mudou os costumes saudáveis dos pequineses, que agora ''fumam e bebem mais, fazem pouco exercício e são propensos à depressão''.
A China relaxou sua disciplina comunista desde que, em 1978, o então dirigente chinês Deng Xiaoping introduziu no país uma política econômica de caráter liberal.


