Compartilhamento de infraestrutura
Londrina - João Rezende, presidente da Anatel, aponta que ''os investimentos do setor privado nacional e internacional, a diversificação de produtos decorrente da evolução tecnológica e a disseminação rápida de informações proporcionada justamente pelos serviços de telecomunicações contribuíram decisivamente para que o consumidor se tornasse mais exigente''.
''Hoje, ele compara planos, aparelhos e preços. Sabe negociar vantagens com suas prestadoras. Utiliza-se, por exemplo, da estratégia de ter vários chips com o objetivo de aproveitar os melhores preços ao fazer suas ligações móveis, numa tentativa de superar valores de interconexão ainda altos entre as diferentes operadoras. A Anatel conhece esta situação. Esse comportamento estimula a agência a atuar no sentido de não apenas reduzir os valores, mas também incentivar as prestadoras a investir em qualidade. E a recente medida cautelar no serviço móvel é uma prova disso, assim como a exigência de melhorias na telefonia fixa'', diz Rezende.
''O crescimento acelerado da infraestrutura provoca, naturalmente, debates importantes quanto às necessidades do setor para que essa evolução seja sustentável. Temos hoje uma preocupação quanto ao compartilhamento de infraestrutura. Entendemos que as prestadoras devem ser mais inteligentes nos seus planos de negócios, dividindo custos na implementação de torres, por exemplo. Não há sentido econômico na tese de que cada empresa deve ter suas torres se elas podem dividir essa infraestrutura. Elas devem disputar o cliente com serviço, no varejo, e não tentar assegurar fatias de mercado por meio do domínio de infraestrutura. É esse compartilhamento que vamos estimular por meio do Plano Geral de Metas de Competição'', afirma o presidente da Anatel.(F.G.)





