Companhias passam a improvisar soluções
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terça-feira, 06 de julho de 1999
Por Cleide Silva 
São Paulo, 7 (AE) - Empresas tiveram de improvisar novas formas de comunicação para contornar os problemas ocorridos desde o início das operações do novo sistema de ligações interurbanas. A Quadrata Comunicações Empresariais, empresa que atua na área de telecomunicações e informática, criou uma espécie de canal de voz para falar com suas filiais no Rio de Janeiro e em Brasília.
Segundo Edmilson Toledo, diretor de Marketing da empresa
desde segunda-feira a matriz em São Paulo não consegue completar as ligações para a filial carioca. Como essa filial está tendo mais sucesso nas ligações, cada vez que uma chamada é completada ela é transferida para várias pessoas dentro da empresa que tenham algum assunto para ser tratado com a filial.
"Assim, uma ligação que deveria durar 10 minutos, acaba se prolongando por duas horas ou mais", disse Toledo. "O pior é ter que sair nos corredores do escritório avisando todo mundo que o Rio ou Brasília estão na linha e, quem tiver algum assunto a tratar com o pessoal de lá, deve entrar na fila", ironizou.
Esse processo encarece os serviços da empresa mas, a princípio, Toledo não pensar em recorrer à Justiça. Outra alternativa que ele encontrou foi usar o e-mail, via Internet.
A Fiat Automóveis, com fábrica em Betim (MG) não está conseguindo completar 40% de suas ligações. Diariamente, a segunda maior montadora do País faz cerca de 40 mil ligações para vários Estados e também para a matriz na Itália.
Segundo a assessoria da Fiat, os problemas com a telefonia está atrasando projetos, mas, por enquanto, não foi possível calcular prejuízos.
A General Motors, com sede em São Caetano do Sul (SP) informou que está tendo muitas dificuldades em fazer contatos principalmente com o Rio Grande do Sul, onde está construindo uma nova fábrica, com Brasília e com o Rio de Janeiro. A empresa também não calculou possíveis prejuízos.


