Companhias aéreas avaliam impacto de reajuste do querosene
Companhias aéreas avaliam impacto de reajuste do querosene9/Mar, 17:26 Por Mônica Ciarelli Rio, 09 (AE) - O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), brigadeiro Mauro Gandra, se reúne amanhã com representantes da Varig, Rio-Sul, Vasp, Transbrasil e TAM para analisar o impacto do reajuste de 23% no preço do querosene de aviação, anunciado pelo governo no fim de fevereiro. Os combustíveis representam de 15% a 30% das panilhas de custo das empresas. Com base nos estudos da Comissão de Assuntos Econômicos e Estatísticas do SNEA, as empresas devem encaminhar ao Departamento de Aviação Civil (DAC) um pedido de aumento das passagens aéreas nos próximos dias. "Nossa análise técnica vai servir de base para as companhias pleitearem um percentual que equilibre suas planilhas de custos", explicou o brigadeiro. "A taxa pedida pelas empresas ao DAC não pode ser tão desigual quanto foi no passado." A TAM foi a única empresa a divulgar o índice de aumento que pretende enviar ao Departamento de Aviação Civil. A empresa anunciou na quarta-feira que o pedido que será encaminhado hoje deve variar entre 15% e 20%. A Varig não quis se pronunciar sobre o assunto. Já o DAC informou por meio de sua assessoria de imprensa que ainda não recebeu nenhum pedido oficial para reajuste de passagens e de transporte de carga. Segundo Gandra, o custo médio das empresas subiu cerca de 3,1% com o novo aumento dos combustíveis, elevando para 12% a defasagem nos preços das passagens aéreas no País. "Os últimos reajustes foram insuficientes para realinhar as planilhas das empresas", afirmou. O último aumento de passagens foi autorizado pelo governo em 5 de junho do ano passado, de 10,9%. O percentual concedido pelo governo ficou abaixo das expectativas das empresas, que pleitearam taxas entre 16% e 20%. Em agosto, a TAM e a Transbrasil chegaram a reinvindicar uma nova elevação nas tarifas por conta da alta de 19,5% no querosene de avião. O pedido não foi aceito pelo governo por contrariar uma portaria do Ministério da Fazenda, que só autoriza reajustes em prazos superiores a um ano.





