Rio - A Companhia Estadual de Gás (CEG) informou não ter detectado qualquer vazamento de gás no conjunto habitacional Fazenda Botafogo, na zona norte do Rio, onde uma explosão resultou em cinco mortes e nove pessoas feridas na madrugada de terça-feira. A concessionária divulgou ter realizado testes de estanqueidade e inspeção em toda a rede de distribuição no local, por determinação da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa).
De acordo com a companhia, os testes descartam a "hipótese de infiltração de gás proveniente da rede de rua da CEG para o prédio de número 38, onde aconteceu a explosão". No entanto, segundo a nota da CEG, não está descartada a possibilidade de existência de eventual escapamento nas instalações internas do prédio onde houve a explosão.
O Instituto de Criminalística Carlos Éboli (Icce) realizou perícia no dia do acidente. O prazo para apresentação do laudo é de 30 dias. O delegado Fábio Pacífico Marques, da 40º Delegacia de Polícia (Honório Gurgel, zona norte), responsável pela investigação, disse que precisa do resultado pericial para apontar os culpados pelas mortes e danos materiais. Vazamento de gás é a causa mais provável da tragédia.
Técnicos da CEG iniciaram ontem a verificação das instalações internas de 11 dos 87 prédios do condomínio. Eles estão com fornecimento suspenso por medida de segurança. Na nota, a companhia "reitera que todos os procedimentos e normativas técnicas" relacionadas a padrões de segurança "foram rigorosamente seguidos nos atendimentos realizados".
O prédio está interditado por tempo indeterminado. No dia do acidente, 39 dos 40 apartamentos do edifício estavam ocupados. A maioria das famílias está em casas de parentes. Os corpos das vítimas foram enterrados na quarta-feira, no Cemitério de Irajá, na zona norte do Rio.

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