Rio - O juiz da 1ª Vara da Infância e Juventude do Rio, Leonardo Castro Gomes, concedeu ontem a guarda provisória de Francisco Ribeiro Eller, o Chicão, 8, filho de Cássia Eller, a Maria Eugênia Vieira Martins, que foi companheira da cantora nos últimos 14 anos. Gomes concedeu uma liminar ao pedido de tutela apresentado pelos advogados de Eugênia, Marcos Campuzano e Alessandra Barroso. Caso o parecer favorável a Eugênia seja mantido, ela ficará com a guarda de Chicão até ele completar 21 anos. Será também a tutora dos bens que o menino herdar.
A decisão de Gomes poderá causar polêmica porque, de acordo com o Código Civil e o Estatuto da Criança e do Adolescente, a tutela e a guarda de órfãos têm que ser concedidas prioritariamente a familiares. Ao decidir pela liminar, o juiz se valeu do item do estatuto que estabelece que seja feito o melhor para o bem-estar da criança. Na opinião dele, o melhor para o bem-estar de Chicão será ficar com Eugênia, que, para Gomes, é a pessoa mais importante para o menino.
Em Brasília, Eugênia não quis falar sobre o assunto. Pediu apenas que uma parente transmitisse a informação de que ela estava ‘‘exultante e muito feliz’’.
Na investigação policial da morte da cantora, surgem novos indícios de uso de droga. Na véspera da morte de Cássia Eller, a percussionista Elaine Moreira, a Lan Lan, insistiu para que a cantora passasse a noite em seu apartamento, mas Cássia se recusou e disse que queria ficar sozinha em casa. Considerada testemunha-chave no caso, Lan Lan dirá no depoimento que deve prestar à polícia na amanhã que a cantora pode ter consumido cocaína, pois viu uma secreção branca no nariz dela. A percussionista lembrará, no entanto, que Cássia negou várias vezes ter feito uso de entorpecentes, quando foi levada por ela para o hospital, onde morreu.
As informações são do advogado da percussionista, Arthur Lavigne.

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