Como saber e o que fazer quando uma criança é agredida
Curitiba - A médica pediatra Luci Pfeiffer Miranda, presidente do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria do Paraná, ensina quais os níveis de violência, como percebê-los e o que fazer nestes casos.
A violência pode ser leve, quando uma criança sofre uma palmada, agressão psicológica ou negligência com a higiene. Violência moderada é quando as palmadas ou castigos são mais frequentes e se tem o ato de bater como benéfico para a educação. A grave já envolve o prazer de se bater na criança, o abuso sexual ou alguma lesão grave. A escala vai até o risco de vida.
Se a família sente que não está mais entendendo o filho e não sabe mais como educá-lo, deve procurar ajuda na escola ou nos postos de saúde antes de apelar para a violência, aconselha a médica.
A criança agredida não verbaliza porque tem medo ou vergonha, mas avisa de outras maneiras. Ela acaba ficando mais agressiva ou tem outras alterações de comportamento, como chorar muito, ter dificuldades de escolarização, atraso no ganho de peso ou altura, dificuldades de sono, entre outros sintomas.
Qualquer pessoa pode fazer uma denúncia anônima ligando para o SOS Criança, em casos de emergência (telefone 1407). Se for uma suspeita, pode entrar em contato com o Conselho Tutelar, nas Ruas da Cidadania de Curitiba, ou mesmo pedindo apoio nas escolas ou postos de saúde, ensina a doutora Luci Miranda. (L.C.O.)





