Comitê vai escolher modelo do 'Lixo Zero'
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domingo, 03 de novembro de 2013
Lucio Flávio Cruz<br> Reportagem Local 
Londrina Após a realização de quatro audiências públicas, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e o Comitê de Análise de Tecnologia começam a definir qual será o modelo ideal para a implantação do programa "Lixo Zero" em Londrina. As opções partem de uma operação conjunta entre empresas e cooperativas, um processo comandado somente por cooperativas e uma terceira via onde aconteceria um trabalho independente de empresas e cooperativas. O "Lixo Zero" prevê processamento de 60% do lixo produzido no primeiro ano, 80% no segundo e 100% no terceiro.
Durante as audiências, encerradas na sexta-feira, foram apresentados e detalhados sete projetos inscritos no Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). Além de seis grupos empresariais, a cooperativa Cooper Região, que já faz a reciclagem em Londrina, também expôs a sua proposta. "A experiência das audiências foi extremamente positiva. Várias tecnologias muito interessantes e diferentes foram apresentadas e agora vamos buscar o melhor modelo possível para Londrina", relatou o presidente da CMTU, Carlos Alberto Geirinhas.
As propostas apresentadas passam pela educação ambiental da população, a forma de coleta do lixo, de casa em casa, como é feito hoje, a instalação de coletores fechados, que seriam totalmente automatizados e reduziriam custos, até o processamento dos resíduos. "70% do lixo passa pelo processamento. A maioria das propostas nos ofereceu soluções de compostagem, com produção de energia, como biogás, adubos e outras alternativas tecnológicas", explicou Geirinhas. "O modelo do processamento vai gerar no final mais ou menos inservíveis e foram apresentadas soluções para isso, como a produção de materiais para a construção civil."
Nenhum dos projetos apresentados contempla todos os processos do recolhimento, processamento e reciclagem do lixo, o que vai obrigar a formação de um consórcio entre as empresas que tiverem os modelos escolhidos. Ainda não é possível saber quanto a implantação destas tecnologias custaria. "As empresas propõem bancar todos os investimentos e como contrapartida explorariam o serviço. A cidade não tem como arcar sozinha os custos e o ideal é uma Parceria Público-Privada (PPP), que normalmente são firmadas com prazos entre 25 e 30 anos", enumerou Geirinhas.
O primeiro encontro do Comitê de Análise de Tecnologia, formado por 13 instituições e órgãos do município e não governamentais, acontece na próxima quarta-feira. Serão pelo menos cinco reuniões para a definição do modelo. "A partir daí vamos para a parte mais importante e difícil que é a elaboração do Termo de Referência, onde vamos detalhar como devem ser todos os processos e estipular metas e definir como será feita a fiscalização", ressaltou Geirinhas.
A expectativa da CMTU é de que o edital seja lançado até março do ano que vem e o grupo vencedor seja conhecido até o mês de junho. "Quem vencer vai precisar de cinco ou seis meses para fazer o investimento e começar a operar. Esperamos que a partir do lançamento do edital o processo já possa ser assumido pela Arselon", frisou o presidente da CMTU. A lei que cria a Agência Reguladora de Serviços de Londrina já foi encaminhada à Câmara Municipal para ser votada.


