Comitê promete esvaziar carceragens
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - O primeiro passo para a retirada de presos das carceragens das delegacias de Londrina e região será dado a partir de terça-feira, quando a cidade vai receber o Comitê de Transferência de Presos (Contransp). Formado por representantes do Poder Judiciário, secretarias estaduais da Justiça e Segurança Pública e Ministério Público (MP), o comitê vai se reunir semanalmente para verificar a lista de detentos e decidir quais serão transferidos para o sistema penitenciário. O critério de seleção é tempo de prisão.
O Contransp está em funcionamento na capital e proporcionou, desde maio, a transferência de 3 mil presos das carceragens das delegacias de Curitiba e região metropolitana. Ontem todos os internos da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) da capital foram transferidos e a carceragem fechada.
Para o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol), Ademílson Batista, a retirada dos presos das carceragens vai beneficiar o trabalho dos investigadores. "Hoje temos um efetivo baixo, não temos formação para a guarda de presos, e detentos numa ilegalidade total em delegacias. Então esta medida é extremamente positiva. Com este comitê esperamos que as transferências das delegacias sejam agilizadas tanto em Londrina quanto nos municípios da região metropolitana", ressaltou.
De acordo com a Secretaria Estadual da Justiça, além de Londrina e Curitiba, outros comitês serão implantados em Ponta Grossa, Maringá, Guarapuava, Cruzeiro do Oeste, Francisco Beltrão, Cascavel e Foz do Iguaçu.
Em Londrina, o Contransp funcionará na Casa de Custódia (CCL) e terá participação do juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Katsujo Nakadomari, delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial, Márcio Amaro, e diretor da CCL, Ednilson Rodrigues da Rocha. O MP ainda não tem um integrante definido.
"Você obviamente não consegue eliminar o problema de uma hora para outra. Mas temos projetos para resolver a questão destes 8,9 mil detentos nas delegacias. Em Curitiba e RMC estamos resolvendo, e agora vamos iniciar as transferências no interior", apontou.


