Comitê programa ações para prevenir incêndio florestal
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quarta-feira, 20 de junho de 2001
Andréa Lombardo De Curitiba 
O Comitê Executivo de Prevenção a Incêndios Florestais (Previflor) do Paraná deve iniciar no próximo mês o treinamento de bombeiros e demais integrantes das brigadas de incêndio em operações de combate, com ênfase às ações preventivas. Paralelamente, será iniciada uma campanha educativa junto à população já que, de acordo com a Defesa Civil, 95% dos incêndios florestais são causados pelo homem.
Segundo o comandante da Defesa Civil do Estado, coronel Luiz Antônio Borges Vieira, o período compreendido entre os meses de julho e dezembro é considerado de maior potencial de risco de incêndio florestal, em função da pouca incidência de chuvas, durante o inverno, e após quando as geadas ressecam a vegetação, deixando-a mais suscetível ao alastramento do fogo.
As causas mais comuns dos incêndios florestais são as queimadas na agricultura, fósforos e pontas de cigarro jogadas nas margens das rodovias, fogueiras de acampamentos, além dos incêndios criminosos. A intenção, com o treinamento, segundo Vieira, é ter um pessoal extremamente preparado para dar combate ao início do incêndio.
O comitê foi criado em 1998 e reúne representantes da Defesa Civil, secretarias de Estado do Meio Ambiente, da Agricultura e da Comunicação Social, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Polícia Rodoviária Estadual e Federal, Polícia Florestal, Corpo de Bombeiros e Universidade Federal do Paraná.
A Defesa Civil conta ainda com a parceria do Sistema de Meteorologia do Paraná (Simepar) que faz monitoramento, via satélite, dos chamados pontos quentes, identificando em tempo real áreas com risco de incêndio.
Do total de 1.636 focos de fogo detectados pelos satélites NOAA 12 e 14, entre os dias 7 e 14 de junho, em todo o Brasil, 1.206 ou 73% foram no Mato Grosso. Também ocorreram queimadas importantes no interior de São Paulo, na zona canavieira, e foram detectados focos numerosos no Pantanal, perto de Corumbá, e entre Campo Grande e Três Lagoas, nas margens da BR-262, no Mato Grosso do Sul. (Com Agência Estado)


