Comitê paraguaio cobra ajuda Emerson Dias De Foz do Iguaçu Especial para Folha Ney de SouzaENGARRAFAMENTOCaminhões carregados com tubulação fazem fila para cruzar a fronteira; somente cargas perecíveis foram liberadas O presidente do Comitê de Segurança e Trânsito de Ciudad del Este no Paraguai, Dario Domingues, disse ontem à tarde estar inconformado com a ‘‘falta de reciprocidade das autoridades brasileiras’’. Segundo ele, não está havendo orientação aos caminhoneiros e motoristas de ônibus para que atravessem a Ponte da Amizade nos horários estabelecidos pela lei criada pela prefeitura da cidade paraguaia. A limitação dos horários está sendo seguida por motoristas que saem de Ciudad del Este em direção ao Brasil desde domingo. A medida prevê a liberação dos veículos em dois períodos: entre 11 horas e 12h30, e das 15 horas às 16h30. Mas a passagem é válida somente para aqueles que estiverem transportando cargas perecíveis. Por volta das 15h30 de ontem, cerca de 100 caminhões carregados com tubulações, provocaram engarrafamento no lado brasileiro. ‘‘O que vi à tarde (de ontem) foi uma barbaridade. O que é mais importante: o turista ou um monte de tubos?’’, questionou Domingues, que havia se reunido pela manhã com autoridades brasileiras exatamente para pedir que auxiliem na diminuição do trânsito. No encontro foram discutidas também a criação e regulamentação de uma espécie de cadastro para facilitar a passagem de táxis, vans, e ônibus de turismo. As duas prefeituras querem ainda intensificar a fiscalização no trânsito. Novos horários a serem adotados pelas duas cidades para a passagem de veículos também fizeram parte da pauta de discussões. A medida que proíbe a passagem dos ônibus de sacoleiros pela Ponte antes das 15 horas também foi desrespeitada por alguns motoristas. ‘‘Apesar de ainda estar em fase de teste, a lei demonstrou que é possível melhorar o trânsito na fronteira. Estamos fazendo nossa parte, mas é preciso que os brasileiros nos ajudem’’, pediu Domingues.

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