O Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) negou ontem, em Brasília, pedido de refúgio para a cantora mexicana Gloria Trevi. Ela poderá ser extraditada para seu país de origem a qualquer momento.
O Conare é presidido pelo Ministério da Justiça e tem na vice-presidência o Ministério das Relações Exteriores. Fazem parte do comitê representantes da ONU e da PF.
O pedido para a permanência de Trevi no país foi solicitado por seu advogado Otávio Neves numa tentativa de fazer com que a cantora permanecesse no Brasil - apesar de o Supremo Tribunal Federal já ter decidido pela extradição de Gloria.
Gloria está presa há dois anos no Brasil sob acusação de aliciar menores no México.
Um dia antes da decisão do Conare, a cantora, que está grávida de sete meses, falou com uma comissão de deputados e afirmou que a gravidez é resultado do estupro de um agente federal.
Gloria está detida no presídio da Papuda, em Brasília.

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