Oslo, 29 (AE-AP) - O comitê responsável pelo Prêmio Nobel da Paz escolheu o vencedor de 1999 em sua reunião final de hoje (29), mas, como faz todos os anos, nenhuma palavra será dita até o anúncio oficial, em 15 de outubro.
"Escolhemos o vencedor do prêmio da paz, e não temos nenhuma reunião adicional planejada", limitou-se a dizer Geir Lundestad
secretário do comitê de cinco membros.
O comitê, com base em Oslo, nunca dá sugestões, e nem mesmo informará os nomes dos concorrentes ao prêmio. Tudo que se sabe é que havia 136 candidatos e que o prêmio deste ano será de US$ 960 mil em dinheiro.
Uma vez escolhido um vencedor, a mídia norueguesa embarca agora em um jogo de adivinhações com tradição quase tão forte quanto o próprio prêmio, criado em 1901.
Em 1998, os participantes diretos do processo de paz da Irlanda do Norte foram os mais citados como possíveis vencedores na mídia local, especulação que acabou refletindo a realidade. Naquele ano, o prêmio da paz foi para David Trimble e John Hume por seus esforços para solucionar os conflitos no Ulster.
"Não vemos nenhum forte favorito na mídia, assim nós estamos acompanhando este ano com muito interesse", disse Lundestad. "Sempre é difícil de escolher um vencedor", afirmou ele em relação às quatro ou cinco reuniões por ano do comitê.
Para o respeitado jornal Aftenposten, um forte candidato ao prêmio da paz é o presidente israelense Ezer Weizman, de 75 anos
por seus esforços pela paz no Oriente Médio.
O maior jornal da Noruega, Verdens Gang, por outro lado, disse que "são poucos os verdadeiros pacificadores em um mundo turbulento, e não há nenhum favorito".
Embora o comitê se recuse a revelar os candidatos, aqueles que indicam acabam liberando alguns nomes. Entre eles, estão o enviado de paz americano Richard Holbrooke, o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, o papa João Paulo II e até o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.

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