Comitê do Tibagi define Plano de Gestão
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quarta-feira, 18 de março de 2009
Marian Trigueiros<br> Reportagem Local 
O Comitê da Bacia do Rio Tibagi - CBH Tibagi - realizou ontem mais uma reunião para elaborar e aprovar propostas referentes ao Plano de Gestão Ambiental da Bacia. Comitês são órgãos vinculados ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos, compostos por representantes do poder público, dos usuários e da sociedade civil organizada.
Segundo o secretário do CBH, Galdino Andrade, dentre as responsabilidades do Comitê está a preservação da bacia do Rio Tibagi. ''Dessa forma, nos cabe a formulação de um Plano de Gestão da Bacia, que compreende qualquer atividade ou empreendimento a ser realizado em toda sua extensão'', explicou Andrade. O Comitê é responsável ainda por decidir como vai ser gasto o recurso a ser administrado pela Agência das Bacias.
Algumas das propostas discutidas na reunião visam dar prioridades na destinação de recursos. Entre elas estão a execução dos planos da bacia, saneamento e gestão ambiental dos rios urbanos e manejo e conservação do solo no meio rural.
Conforme Andrade, o grupo pode sugerir propostas que serão levadas ao governo do Estado e, este, encaminhar à Agência Nacional das Águas (ANA). ''Para isso, o Comitê pode receber e avaliar os projetos da comunidade. Uma vez aprovado pelos membros, o projeto é desenvolvido.''
Ainda que o órgão devesse ter uma posição sobre a construção da Usina Mauá, o grupo diverge nas opiniões. ''Eu, particularmente sou contra a proliferação de usinas. Contudo, uma usina é diferente de cinco usinas. Temos que ter cuidado com especulação, que é o que vem acontecendo em relação à construção da Usina Hidrelétrica de Mauá (empreendimento do Consórcio Cruzeiro do Sul - Copel e Eletrosul). Muito se fala sobre os possíveis problemas, mas nada foi efetivamente comprovado'', defendeu. No entanto, ele comenta: ''A construção da Usina pode não ser necessária para nós, mas é para a Federação.''


