Comitê discute situação de refugiados no PR
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quarta-feira, 17 de abril de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - O Comitê Estadual de Refugiados e Migrantes (CERM) deu ontem mais um passo na tentativa de melhorar o acolhimento e regularizar a situação de cerca de 30 mil pessoas que vivem nesta situação no Paraná. Num seminário que discutiu políticas públicas de imigração, realizado terça-feira e ontem, em Curitiba, foram apresentadas propostas que vão desde a garantia de ampliação do atendimento jurídico junto à Defensoria Pública da União (DPU); discussão da regularização da permanência no Brasil junto à Polícia Federal (PF) e a possibilidade de retirar a carteira de trabalho com mais agilidade no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Conforme o órgão, a grande maioria destas pessoas chega ao País em busca de trabalho vindos de continentes onde existem situações de conflito por motivos políticos, religiosos ou em função de catástrofes. O evento foi realizado pela Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju), com a participação de diversas instituições, como o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).
Segundo José Antônio Peres Gediel, diretor do Departamento dos Direitos Humanos e Cidadania da Seju, atualmente os refugiados recebem orientações e algum tipo de auxílio do governo estadual e do comitê, mas ainda existem muitas barreiras para que consigam regularizar sua situação e entrar no mercado de trabalho.
"São cerca de 30 mil pessoas em condição de vulnerabilidade, que chegam sem conhecer a língua e que enfrentam diversas dificuldades. Este evento foi importante para atender este público e para ampliar o canal de comunicação com órgãos que são necessários para regularizar a situação dos refugiados ou migrantes que se encontram no Paraná", ressaltou.


