''O trabalho da dona de casa precisa ser valorizado. O mito do sexo frágil caiu de moda e as mulheres são hoje tão ou mais importantes que o homem na construção do país''. Assim o motorista Hélio Teixeira da Costa justificou sua participação no abaixo-assinado organizado pelo Comitê Democrático Norte do Paraná, que defende o direito à aposentadoria para as donas de casa brasileiras.
Na manhã de ontem, cinco voluntárias percorreram a feira livre da Avenida Saul Elkind (Zona Norte) para conscientizar a população sobre a proposta de emenda constitucional elaborada pela deputada federal Luci Choinacki (PT SC), que pretende beneficiar mulheres a partir dos 60 anos que não tenham renda própria, familiares com renda igual ou inferior a dois salários mínimos e não recebam nenhum outro benefício assistencial ou previdenciário continuado.
Segundo a coordenadora do comitê, Dóris Andrade da Cruz, 4,5 mil assinaturas já foram coletadas em Londrina desde o início de maio. A expectativa é superar a lista de um milhão de nomes, apresentada no Congresso Nacional em março de 2001. Para isso, o comitê irá intensificar o trabalho corpo a corpo nas demais feiras livres de Londrina até setembro, quando a campanha será interrompida e o abaixo assinado levado novamente a Brasília para aprovação dos demais deputados.
Dóris lembra ainda que o comitê instalou um posto fixo no Calçadão de Londrina, em frente ao Banco do Brasil, para coletar assinaturas. ''Quando o local fica muito cheio, nos transferimos para a frente das Lojas Pernambucanas'', ressaltou a coordenadora. Para assinar, basta ser maior de 16 anos e possuir carteira de identidade.
Antes desinformado, Marcelo Fernandes Marcelino, dono de uma oficina mecânica em Londrina, aderiu à proposta e acredita que homens e mulheres devem ter direito iguais. Sua esposa, a dona de casa Renata Colete Marcelino concorda. ''Estou em busca dos meus diretos'', declarou.

mockup