Brasília, 05 (AE) - Seis das sete comissões permanentes do Senado começarão a funcionar na próxima semana, colocando na pauta de votação matérias importantes, como as propostas da reforma política e outras que são aguardadas com expectativa pela população, como a que acaba com a obrigatoriedade de os motoristas manter nos carros um kit de primeiros socorros. A parte mais difícil para o funcionamento das comissões, de atribuir aos partidos a indicação do presidente, foi feita. Os líderes terão agora de conciliar a bancada na indicação dos integrantes e dos presidentes.
Apenas a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) está funcionando. Houve pressa na composição para não atrasar a sabatina do presidente indicado do Banco Central (BC), Armínio Fraga Neto. O PMDB indicou para a presidir o senador e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fernando Bezerra (RN). O PFL colocou na vice-presidência Bello Pargo (MA)
funcionário aposentado do Banco do Brasil (BB), que assumiu o cargo com o afastamento e depois a morte do titular Alexandre Costa. Pargo tem atuado, em quase quatro anos de mandato, para evitar a votação da emenda que acaba com os juízes classistas. Em nenhum momento, ele demonstrou conhecimento ou interesse sobre as medidas econômicas votadas pelo Senado.
O PMDB também vai indicar o presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE). O nome mais forte é o do senador José Sarney (AP). Na divisão, o PFL ficou com a indicação dos presidentes das Comissões de Educação, sem nome definido, e de Constituição e Justiça (CCJ), que tem no senador Agripino Maia (RN) o nome mais forte para o cargo. O líder Sérgio Machado vai reunir a bancada na segunda-feira (08) para decidir quem irá para as presidências das Comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Fiscalização e Controle (CFC).
O bloco da oposição esperava receber a Comissão de Educação ou de Assuntos Sociais, mas perdeu as duas. Sobrou para os integrantes da esquerda a Comissão de Infra-Estrutura, que está totalmente esvaziada.

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