Curitiba - Desde 1993 a Agência Nacional de Saúde (Anvisa) não faz uma pesquisa para saber o índice médio da infecção hospitalar no País. Os últimos dados, de nove anos atrás, dão conta de que 16% do total dos pacientes internados no Brasil pegam algum tipo de infecção hospitalar. ''São dados antigos'', alerta a coordenadora da Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde, Maria Aída Rezende. A mesma pesquisa mostra que o índice de infecção no Paraná na época era de 4%, bem abaixo da média nacional.
Mas como não há dados recentes e a situação dos hospitais no País muda constantemente, a Secretaria Estadual de Saúde prefere não se basear na última pesquisa nacional. ''O Estado tem se preocupado mais em investir na criação das comissões internas para o combate de infecção hospitalar para que as próprias instituições possam se policiar'', explica Maria Aída.
Ela esclarece que essas comissões têm o objetivo de investigar e prevenir as infecções hospitalares. Dos 569 hospitais públicos e privados do Paraná, 57% têm comissão de infecção hospitalar. A secretaria também criou 14 comissões regionais para inspecionar o trabalho.
Ao contrário do que acontece no Estado, a Secretaria Municipal de Saúde trabalha com uma média anual de infecção hospitalar para tentar combater o problema em Curitiba. Análise dos boletins mensais enviados pelas fontes notificadoras que atualmente compreendem 33 hospitais da cidade demonstram que a taxa média de infecção hospitalar é 2,9%.
No ano passado, o Sistema de Vigilância de Infecções Hospitalares de Curitiba detectou média de infecção hospitalar de 9% nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) para adultos; 16,21% na UTI de pediatria e 14,90% nas UTI neonatal. (Katia Michelle)

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