Brasília , 16 (AE) - O pedido de quebra de sigilo bancário de 21 laboratórios será colocado em votação na CPI dos Medicamentos na quarta-feira (23). As indústrias são as que supostamente se reuniram para acertar uma estratégia contra os genéricos (remédio iguais aos de marca, com preços menores). Os integrantes da comissão estão divididos quanto à proposta. A comissão já havia decidido quebrar o sigilo fiscal das empresas, mas havia divergências quanto à necessidade de ampliação das investigações .
O relator da CPI, deputado Ney Lopes, continuava hoje contra a quebra do sigilo bancário antes que a análise de dados fiscais mostrasse indícios de irregularidade. O presidente da comissão, deputado Nelson Marchezan (PSDB-RS) também apela para a "cautela". Mas parlamentares da oposição e até da base do governo insistiam na necessidade da quebra do sigilo bancário.O pedido de quebra de sigilo bancário foi apresentado em janeiro.
Hoje Marchezan anunciou que vai processar o presidente do Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal, Antônio Barbosa, que pediu a investigação do presidente da comissão. Barbosa alegou ter recebido um documento da CPI pedindo informações sobre a elaboração de um dicionário de medicamentos genéricos e similares. "Os trechos são parecidos com os que constam em processos da indústrias farmacêutica para tentar tirar o dicionário de circulação", acusou Barbosa.
Marchezan explicou que o pedido não era de sua autoria, e que havia sido aprovado por toda a comissão.
Acareação - Na próxima semana, a CPI fará acareação entre Rubem Rochini, diretor comercial do laboratório Janssen Cilag, Ney Pauletto Júnior, gerente de produção médica do mesmo laboratório, e Nilson Ribeiro da Silva, ex-empregado da empresa. Ouvirá ainda o ex-ministro da Saúde e deputado estadual do Rio de Janeiro, Jamil Haddad, que tentou, sem sucesso, estabelecer a política de genéricos no País.

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