Londrina – Uma comissão formada por cinco membros dos Direitos Humanos vai visitar a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2) hoje para avaliar as condições dos detentos remanescentes da última rebelião, ocorrida no último dia 6. Na inspeção marcada para as 10 horas, os representantes vão poder ouvir os presos e constatar a situação do prédio da maior unidade prisional do interior do Estado. Será a primeira visita ao local depois do motim, parcialmente destruído durante a rebelião.
O coordenador da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Londrina, Paulo Magno Cícero Leite, informou que a visita deve durar em torno de uma hora. "Existe uma aflição muito grande por parte dos familiares em saber a real situação dos presos lá dentro. As notícias que chegam são de péssimas condições de higiene, com apenas dois banheiros para 500 presos", pontuou.
O Departamento de Execução Penal (Depen) informou que os detentos começaram a ser levados para as celas nas alas 2 e 3. Já a ala 1, mais danificada, está sob estudos da Paraná Edificações. Além dos representantes dos Direitos Humanos da OAB, da Câmara de Vereadores e do Movimento Nacional, a comissão também deve contar com um defensor público e um membro da Pastoral Carcerária.
Em entrevista à Rádio Paiquerê AM, na manhã de ontem, o juiz da Vara de Execuções Penais (VEP) de Londrina, Katsujo Nakadomari, reforçou que não havia motivos para os presos terem se rebelado. Segundo ele, todos os serviços funcionavam normalmente e as celas não estavam superlotadas.

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