Comissão vai denunciar à CPI juíza que trabalha em Loanda
O advogado da CPT, Darci Frigo, disse ontem em Curitiba que a juíza da comarca de Loanda, Elisabeth Khater, será denunciada na quinta-feira na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que apura denúncias contra o Poder Judiciário. A magistrada é acusada pelo MST e CPT de parcialidade nos julgamentos de questões agrárias na região Noroeste. Vamos informar os parlamentares sobre o comportamento da juíza, disse Frigo.
Conforme Frigo, a juíza teria comemorado com fazendeiros os despejos de sem-terra realizados pela PM em Querência do Norte. Uma nota distribuída pela CPT à imprensa classifica as decisões da juíza como prepotentes e desrespeitadoras. Uma das denúncias que será levada à CPI é a decisão relâmpago sobre o julgamento do mandato de reintegração de posse das duas fazendas Belo, em Querência do Norte.
Segundo Darci Frigo, o mandado, com cerca de 80 páginas, chegou para análise de Elizabeth Khater por volta das 10h40 do dia 3 de fevereiro. Cinco minutos depois, a juíza teria aceitado a ação. Em outro caso, quando seguranças da fazenda Monte Azul teriam disparado contra sem-terra no dia 20 de abril, a juíza demorou 11 dias para decidir se aceitava ou não a ação de busca e apreensão de armas, apresentada pelos advogados do MST. A juíza indeferiu o pedido.
Hoje, Darci Frigo se encontra com o Ministro da Justiça, Renan Calheiros, para discutir a violência no campo no Sul do Pará e no Paraná. Ele pedirá ao ministro um posicionamento sobre as investigações da Polícia Federal sobre a morte do sem-terra Eduardo Anghioni e as torturas praticadas contra outro sem-terra, Seno Stats. (D.V.)





