Porta-voz do Corpo de Bombeiros de Londrina, tenente Galante relatou que os estragos no Teatro Ouro Verde foram grandes. ''Quando chegamos ao local, o incêndio já estava em estágio bem avançado e foi se alastrando muito rápido. Inicialmente, tentamos combater o fogo pelas portas internas da frente, mas pela falta de acesso e perigo de desabamento, nos retiramos do prédio'', explicou.
Os trabalhos dos bombeiros, portanto, continuaram no prédio vizinho. ''Mas toda a estrutura já tinha vindo abaixo. Visamos, então, controlar o fogo'', completou tenente Galante. Sobre a causa do incêndio, ele preferiu não adiantar nenhuma informação. ''Há muito material combustível aqui, como madeira, os bancos. Quanto ao gerador, não há perigo de explosão. Mas vamos isolar a área por precaução devido ao risco de desabamento.''
Reitora da UEL, Nádina Moreno disse que o teatro estava fechado para reforma. ''O palco estava praticamente pronto, só faltava passar o verniz'', comentou. A reforma em questão, segundo ela, incluiu revisão em toda parte estrutural e elétrica, além de investimentos recentes em novos equipamentos, como iluminação. ''Foram cerca de R$ 1,5 milhão para a reforma e outros R$ 2 milhões para equipamentos.''
Com o palco quase pronto, a reitora lembrou que haveria uma ópera de reabertura em março. ''Toda nossa agenda vai ficar comprometida. Precisamos, agora, ver o que vai sobrar, se haverá necessidade de implodir o prédio, buscar recursos para reconstruir. Infelizmente, houve essa tragédia. Quem perde não é universidade, mas a cidade de Londrina'', lamentou.
No final da tarde, o engenheiro da Defesa Civil, Heleno Solano Rabello, esteve no local para avaliar a estrutura. ''Num primeiro momento, não há risco das paredes desabarem, mas a área continuará isolada. Voltaremos amanhã (hoje) cedo ao local para novas avaliações e constatar se a estrutura do prédio poderá ser reaproveitada.'' Acompanham na comissão técnicos da UEL e do Corpo de Bombeiros, que também iniciará as investigações sobre a causa do incêndio. (M.T.)

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