Comissão vai analisar pedido dos professores
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de junho de 2004
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Os deputados da Comissão de Educação na Assembléia Legislativa vão articular a constituição de uma comissão que envolva representantes de várias secretarias de Estado para analisar o reajuste salarial dos professores e funcionários das universidades estaduais. Essa foi a principal deliberação da reunião realizada, ontem, entre docentes, o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi, o chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, e o deputado Tadeu Veneri (PT), que preside a Comissão de Educação.
O representante do Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes) e professor da Universidade do Oeste do Paraná (Unioeste), Antônio Bosi, disse que o comitê que representa as cinco universidades estaduais quer uma comissão com poder de decisão defina prazos para apresentar uma proposta de reajuste salarial. A categoria acredita que, em 15 dias, o governo poderá fazer essa análise.
Segundo Bosi, esse foi o tempo em que o governo Jaime Lerner (PSB) levou para fazer a mesma avaliação e apontar o reajuste de 13,55% concedido depois da greve de seis meses. Ele destacou que os sindicatos vêm acompanhando o crescimento da arrecadação e têm uma noção do impacto do reajuste dos salários no orçamento. Os docentes sustentam que as perdas salarias acumulam um índice de 62%.
O discurso do impedimento legal imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) não convence os professores. ''O governador rompeu uma série de contratos o que, teoricamente, também é ilegal, mas decorreu de uma decisão política do governo'', declarou Bosi.
Neste sábado, o comitê se reúne em Maringá para discutir a continuidade do movimento.
A Folha não conseguiu ouvir o secretário Aldair Rizzi. Sua assessoria de imprensa informou que, em relação ao reajuste, Rizzi se colocou à disposição para estudar a possibilidade, mas não se comprometeu com índices ou prazos. O secretário alega dificuldade orçamentária. Em relação à realização de concurso público, Rizzi informou que novas contratações ainda dependerão do trabalho de regularização dos cargos que deve levar cerca de quatro meses.


