Brasília, 30 (AE) - Apesar da manutenção da pauta de trabalhos da Câmara no feriado local de hoje, em Brasília, as atenções estão voltadas para a reunião da comissão tripartite que negocia a reforma tributária e está marcada para as 13 horas no Ministério da Fazenda. Representantes da comissão especial da Câmara que discute a reforma, do governo federal e dos governos estaduais fazem uma última tentativa de acordo antes do encerramento do prazo (às 18 horas) para apresentação de destaques ao substitutivo do relator da matéria na comissão especial da Câmara, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Até o início da noite de ontem, haviam sido apresentados 140 destaques ao substitutivo. A expectativa do presidente da comissão especial, deputado Germano Rigotto (PMDB-RS), é a de que cheguem a 200. Rigotto pretende começar a votação dos destaques amanhã à tarde, independentemente do resultado da reunião de hoje no Ministério da Fazenda. Os integrantes da comissão especial não acreditam em avanço nas negociações da reunião tripartite. Se realmente não houver avanço, os pontos polêmicos devem ser decididos no voto. O governo deve apresentar, por intermédio de seus representantes na comissão especial, vários destaques.
O principal deles tentará desconstitucionalizar as características do Imposto sobre Valor Agregado (IVA). O governo tentará também retirar do substitutivo de Mussa Demes o Imposto Seletivo sobre Combustíveis. Essa decisão, anunciada na reunião tripartite do último sábado, surpreendeu os integrantes da comissão especial da Câmara. Eles acharam estranho o posicionamento do governo, porque a inclusão do Imposto sobre Combustíveis Automotivos (ICA) no substitutivo, de autoria do deputado Mussa Demes, foi uma solicitação do presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP), David Zylbersztejn.

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