A reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Lygia Pupatto, assinou ontem à tarde o documento que concede à comissão de sindicância mais 15 dias para finalizar o relatório sobre a queda da marquise que matou dois estudantes e deixou 21 pessoas feridas. O acidente ocorreu no dia 12 do mês passado.
De acordo com o presidente da comissão, professor Paulo Roberto de Oliveira, a chuva vem atrapalhando o andamento dos trabalhos do Instituto de Criminalística (IC). Além disso, o resultado de alguns exames técnicos, fundamentais na tentativa de descobrir as causas do acidente, não deve sair tão cedo. ''Fizemos o pedido máximo de prorrogação, que é de 15 dias. Mas esperamos apresentar o relatório final antes disso'', afirmou.
O presidente disse que a comissão já encontrou o caminho que pode levar aos responsáveis pela queda da marquise. ''Nosso trabalho está alinhado. Temos alguns direcionamentos sobre as possíveis causas do acidente. Mas por enquanto é tudo sigiloso'', afirmou.
Ontem, apesar da chuva, o IC reiniciou a remoção de fragmentos dos escombros. Os corpos de provas (pedaços de construção) retirados da viga que ajudava a sustentar a marquise serão enviados nessa semama para um laboratório técnico. Os testes devem revelar se a qualidade do material usado na construção bate com o que foi recomendado no projeto original.
O exame que vai apurar se as estacas do bloco de fundação continham rachaduras ficará para amanhã.

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