Comissão tem 30 dias para apurar causa do incêndio
Para controlar o fogo no Aeroporto Santos Dumont, o Corpo de Bombeiros providenciou caminhões-pipa particulares e da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). O fogo se alastrou rapidamente também devido aos ventos durante a madrugada e pela existência de muito material inflamável, como pisos de borracha e divisórias de fórmica. Ninguém ficou ferido gravemente. A primeira escada magirus que chegou ao aeroporto não funcionou: faltou pressão da água. A tentativa de controle de incêndio mobilizou cem bombeiros e 30 caminhões.
A pista de pousos e decolagens não foi afetada. Quarenta aviões e três helicópteros que estavam estacionados na pista tiveram permissão para decolar. Uma comissão de sindicância foi criada pelo Ministério da Aeronáutica para apurar as causas do incêndio, com prazo de 30 dias para a conclusão.
O secretário de Segurança do Rio, general Nilton Cerqueira, disse que o Corpo de Bombeiros só foi acionado depois que a brigada de incêndio do aeroporto concluiu que não poderia controlar o fogo. Ele ficou em silêncio ao ser perguntado se houve demora na chegada dos bombeiros. Ontem, uma lancha da corporação, equipada com bomba hidráulica, foi utilizada para combater o incêndio. Ela retirava água da Baía de Guanabara, nos fundos do aeroporto, para abastecer os caminhões de combate a incêndio, já que não havia água nos dois hidrantes do aeroporto.





