Comissão quer explicação sobre armazenamento de dados da P-36
A Comissão Externa da Câmara dos Deputados que investiga as explosões do dia 15 de março e o afundamento da P-36 no dia 20, na Bacia de Campos, no RJ, quer saber porque a Petrobras não armazenava, em terra, dados sobre a plataforma. É muito estranho que desde de 20 de fevereiro as informações geradas na plataforma não fossem reproduzidas em terra. Agora, todos os computadores com os dados que poderiam ajudar na investigação do acidente estão com a P-36, a mais de mil metros de profundidade, disse o presidente da comissão, deputado Luiz Antônio Fleury Filho (PTB-SP).
O parlamentar disse que esta foi a primeira questão levantada durante os depoimentos que a comissão tomou ontem em Macaé, onde ocorreu o acidente. Foram ouvidos familiares de vítimas e engenheiros da Petrobras. O gerente-geral da Petrobras na Bacia de Campos, Carlos Eduardo Bellot, não depôs ontem como estava previsto. Os deputados transferiram o seu depoimento para a semana que vem. Saindo da Câmara Municipal de Macaé onde chegou para depor, Bellot afirmou que absolutamente nada de diferente poderia ter sido feito para evitar que a plataforma afundasse.
A Agência Nacional de Petróleo informou que a comissão conjunta com a Marinha que investiga o caso da P-36 já está avançada no que diz respeito aos motivos do afundamento, embora ainda disponha de poucas informações sobre as causas da explosão. Uma fonte da ANP disse que as primeiras investigações indicam que houve demora no início dos processos de salvamento da plataforma. (Agência Estado)





