A Comissão dos Usuários de Rodovias foi implantada sem ter verbas específicas para realizar vistorias dos 2.035 quilômetros das rodovias do Anel de Integração. O presidente da comissão, Antônio Celso Ferreira Júnior, declarou que os recursos ainda não foram definidos, mas vão sair dos cofres do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). No entanto, quando o DER fiscaliza as rodovias é subsidiado pelas concessionárias.‘‘Os gastos com viagens não serão grandes e vão sair dos cofres do DER’’, garantiu Ferreira.
O presidente da Comissão dos Usuários disse que será criado um cronograma de obras, que vai garantir uma ‘‘fiscalização rigorosa das concessionárias’’.
Na opinião do secretário dos Transportes, Nelson Justus, o fato de as empresas formarem parte da comissão (que tem cinco membros do governo, cinco ligados às concessionárias e cinco da sociedade) não vai ser empecilho para puni-las, quando descumprirem o contrato.
Essa é a esperança de Alziro da Motta Santos Filho, advogado do Sindicam (entidade que representa os caminhoneiros autônomos). Santos Filho torce para que o governo atue como voto de minerva em favor da população.
A próxima reunião da comissão deve acontecer em três meses. ‘‘Caso se perceba que a comissão não funciona, vou ser a primeira pessoa a admitir que erramos e é preciso uma reformulação’’, afirmou o secretário Nelson Justus.
Porém o secretário acredita que a comissão vai ajudar a melhorar a imagem do pedágio junto à sociedade. ‘‘Se a comissão tivesse sido implantada antes, não teríamos tido este desgaste’’, afirmou. Pelo contrato de concessão, a comissão já deveria estar funcionando em julho de 1998, logo depois que foi liberado a cobrança da tarifa.(I.R.)

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