Comissão proíbe uso de palavras estrangeiras
Brasília, DF- A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou ontem projeto que proíbe o estrangeirismo no país. A matéria, que segue para o plenário, determina que toda palavra ou expressão em língua estrangeira e destinada ao conhecimento público terá que vir acompanhada com a tradução para o português, com letras de igual destaque. Isso inclui peças publicitárias, informações comerciais e meios de comunicação.
Documentos oficiais do Brasil também serão escritos obrigatoriamente em português. A punição para os infratores será definida em lei.
O projeto prevê ainda a criação de uma comissão especial para elaboração de glossários com sugestões de termos equivalentes em português para as expressões estrangeiras usadas em áreas de intensa inovação tecnológica e científica.
O deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), autor do projeto, explica que a intenção é promover, difundir e valorizar a língua portuguesa, e melhorar as condições de ensino e de aprendizagem da língua. Rebelo diz que o atual uso excessivo de línguas estrangeiras, principalmente do inglês, dificulta a comunicação dos brasileiros, mas nega que sua intenção seja acabar com o incentivo ao conhecimento de línguas.
''Ao aprovar o projeto, a Câmara adota no país legislação de promoção e defesa do idioma correlata ao que já existe em vários países. A lei será útil para o fortalecimento da aprendizagem em geral, já que toda ela depende do domínio do idioma'', afirmou Rebelo.
Ao entrar em vigor, deputados acreditam que o projeto incentivará pesquisas sobre variedades linguísticas, a realização de campanhas sobre o uso da língua e a criação, no rádio e na TV, de cursos de português.





