Comissão pode acampar em hospital
Cláudia Barberato
De Londrina
Representantes da comunidade, que debatem a ampliação de leitos hospitalares pelo Sistema Único de Saúde (SUS), na área de abrangência da 17ª Regional de Saúde de Londrina, ameaçaram ontem acampar dentro da Regional ou nas instalações do Hospital Londrina, em Cambé. A decisão será tomada em assembléia ainda sem data marcada.
A terceira de uma série de reuniões que já foram feitas para discutir o assunto, aconteceu ontem na Câmara de Vereadores de Londrina, e desagradou os representantes da comunidade. Agora não queremos mais discutir com representantes que não resolvem nada. Só conversamos com o Secretário de Saúde ou o Governador, afirmou Maria Giselda de Lima, da Comissão de Reabertura do Hospital Londrina, fechado desde dezembro de 1997.
Vinte e uma pessoas que representavam a comunidade abandonaram o local antes término da reunião, reclamando apoio político. Antes eleições muitos candidatos encamparam o problema de saúde e hoje nem aparecem nas reuniões, reclamou Maria Giselda.
Enquanto as lideranças se mobilizavam do lado de fora da Câmara, lá dentro, outros representantes da comissão e o diretor geral da Secretaria Estadual de Saúde, Arnaldo Bertone, elaboraram documento com propostas a serem encaminhadas ao Governo. O representante do secretário de Saúde, Armando Rággio, se comprometeu apenas a encaminhar as propostas.
A reabertura do Hospital Londrina ficou fora da discussão. As propostas para o Governo do Estado, segundo o vereador de Londrina, Tercílio Turini, são apenas emergenciais. A primeira é ampliar o número de leitos destinados aos SUS, incluindo UTIs, nos hospitais já existentes, tentando recuperar 88 leitos perdidos de 1993 para cá na região.
No caso das UTIs, o superintendente da Santa Casa de Londrina, Fahd Haddad, revelou que a hospital espera parecer do Ministério da Saúde para licitar 10 novos leitos de UTIs que serão disponibilizados ao SUS. A necessidade emergencial da Regional de Saúde é de 20 novos leitos de UTIs.
Outra proposta é ampliar e implantar em alguns municípios o serviço de atendimento domiciliar. Londrina tem projetos pilotos, como o do Hospital Universitário, mas já teve um atendimento de 156 pessoas/mês e hoje atende apenas 113.





