Comissão federal vem ao PR dia 14
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quinta-feira, 31 de agosto de 2000
Valmir Denardin De Curitiba 
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados transferiu de 12 para 14 de setembro sua visita a Curitiba para apurar a morte de pelo menos 25 testemunhas da atuação do crime organizado no Paraná. O motivo do adiamento foi a impossibilidade de o presidente da comissão, Marcos Rolim (PT-RS), integrar o grupo na data inicialmente agendada.
Além de Rolim, deverão participar dos trabalhos os dois deputados paranaenses integrantes da comissão: Padre Roque Zimmermann (PT) e Flávio Arns (PSDB). Eles vão realizar uma audiência pública, a partir das 9 horas, no Plenarinho da Assembléia Legislativa.
Deverão ser ouvidos o secretário estadual de Segurança, José Tavares; o procurador chefe da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), Dartagnan Abilhôa; o deputado Ricardo Chab (PTB), relator da CPI estadual do Narcotráfico e do Crime Organizado; delegados que apuram os crimes e parentes de vítimas dos assassinatos, ocorridos principalmente na Região Metropolitana de Curitiba desde a passagem da CPI nacional do Narcotráfico pelo Estado, em março. Depois, os deputados deverão se reunir com o governador Jaime Lerner (PFL).
Proteção O presidente da CPI estadual, Algaci Túlio (PTB), disse ontem que pretende colocar em votação nas próximas semanas o projeto de criação de um programa estadual de proteção a testemunhas. A Folha mostrou, em reportagem publicada no último domingo, que uma disputa entre as bancadas de oposição e apoio a Lerner está atrasando a criação desse programa.
Algaci negou que exista essa disputa. Segundo ele, é possível apresentar um substitutivo aos três projetos sobre o tema que já passaram pela Casa dos quais nenhum foi votado até agora. Além do projeto da CPI, está em tramitação uma proposta do deputado Caito Quintana (PMDB). O terceiro projeto, de Hermes da Fonseca (PT), foi retirado pelo autor, sob a alegação de que a bancada de situação estava travando o seu andamento.


