Brasília, 02 (AE) - A comissão especial da Câmara que discute o projeto de lei complementar que estabelece o regime de previdência complementar está realizando uma audiência pública com a participação de diretores de quatro fundos de pensão estatais: Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobrás), Sabesprev (Sabesp) e Economos (Nossa Caixa-Nosso Banco). Pela exposição desses representantes, a principal divergência dos fundos de pensão em relação ao projeto do governo é quanto à atuação desses órgãos como planos de saúde e na assistência financeira aos segurados. O presidente da Petros, Francisco Gonzaga de Oliveira, observou que as operações de empréstimos aos participantes do fundo se tornou o segundo maior investimento nos úlitmos dois anos. Ele disse também que a Petros pretende ampliar o universo de segurados para os funcionários dos 7 mil postos de gasolina da Petrobras, o que alcançaria cerca de 21 mil novos participantes. A diretora de Benefícios da Sabesprev, Iolanda Ramos, afirmou que a existência de um plano de saúde dentro dos fundos não desvirtua essas instituições. Ele disse que a Sabesprev atende satisfatoriamente os segurados e tem um fundo "muito saudável" do ponto de vista atuarial.

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