Curitiba - A Comissão Especial de Mediação das Questões da Terra, criada por decreto pelo governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), pretende visitar, o mais breve possível, os locais de ocupação no Estado, sobretudo aqueles em que já foram expedidos mandados de reintegração de posse e a situação está mais problemática. O objetivo é negociar com os ocupantes e encontrar uma solução pacífica. Segundo o governo, há 84 áreas rurais ocupadas no Estado, onde estão 11.421 famílias.
''Vamos evitar que ocorra violência de qualquer lado'', disse o secretário do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Padre Roque Zimmermann. Além do fim da violência e da promoção do diálogo entre as várias partes, a comissão pretende que a reforma agrária seja de fato realizada no Estado. Na primeira reunião, realizada ontem em Curitiba, os integrantes da comissão decidiram nomear o bispo auxiliar de Curitiba e representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT), dom Ladislau Biernaski, para a presidência.
Nos próximos dias, serão realizadas reuniões com os órgãos envolvidos com a questão agrária no Estado, como Tribunal de Justiça, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), proprietários rurais, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e outras organizações menores de sem-terra, que hoje ocupam 14 áreas no Paraná.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, também deve ser procurado para discutir a reforma agrária no Estado. Além de Zimmermann e dom Ladislau, fazem parte da comissão o representante da Secretaria da Segurança Pública, Benjamin Zanlorenci, e o major da Polícia Militar, Mauro Pirolo.

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