Comissão entrega pedidos de funcionários de usina
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quarta-feira, 17 de janeiro de 2001
Maranúbia Barbosa De Londrina 
Uma comissão formada por representantes dos Sindicatos dos Rodoviários De Londrina, dos Trabalhadores Rurais de Florestópolis, dos Trabalhadores da Indústria Alimentícia e Rurais de Porecatu (85 quilômetros ao norte de Londrina), fez ontem a entrega formal das reivindicações dos empregados da Usina Central do Paraná, em greve desde o último dia 12. Os funcionários da usina, que produz açúcar e álcool, em Porecatu, exigem o pagamento do 13º, salário de dezembro e correção salarial de até 26%. O documento com as reivindicações foi entregue ao diretor-administrativo Glauco Miguel Ferrigno, que marcou para hoje, às nove horas, uma reunião para responder sobre as possibilidades de pagamento.
Os funcionários afirmam que o valor do 13º salário foi lançado na folha de pagamento, mas o depósito não teria sido efetuado. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, João Batista, o diretor da usina informou que todos os pagamentos, previstos para serem efetuados na sexta-feira passada, foram suspensos no final do dia, mas não explicou as razões do bloqueio. A direção da empresa não atendeu aos telefonemas da reportagem da Folha.
Na cidade, administrada por Dionizio Santos de Souza, do Partido dos Trabalhadores (PT), os trabalhadores da usina evitam comentar sobre a greve, temendo represálias. A Usina Central do Paraná emprega cerca de sete mil pessoas na época de safra é a maior fonte de arrecadação de impostos do município.
O vice-prefeito Osvaldo Miguel Sana disse que ainda não existe um levantamento do valor total arrecadado com os tributos. Segundo Sana, a ligação da usina com a cidade é muito forte. Elas (as pessoas) não se manifestam sobre a greve porque são empregadas, têm familiares trabalhando na empresa. Até os comerciantes preferem não falar, comentou.


