Brasília, 07 (AE) - A Comissão de Relações Exteriores do Senado deve votar amanhã (08) o projeto de lei que proíbe a venda de armas no País. A tendência é de que os senadores aprovem o parecer do senador Pedro Piva (PSDB-SP), que muda completamente o projeto do governo e proíbe apenas o porte de arma, não a comercialização. Caso a proposta de Piva se torne lei, qualquer pessoa habilitada poderia adquirir armas, desde que as mantivesse sempre em casa.
Confirmada a tendência de derrota do governo na Comissão
o líder governista no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), autor do projeto proibindo a venda de armas, deverá apresentar um recurso para a matéria não ser encaminhada diretamente para a Câmara dos Deputados e ser examinada pelo plenário do Senado.
Pedro Piva não acredita que a base governista será mobilizada para derrotar o projeto. "As recentes manifestações do presidente Fernando Henrique Cardoso são de que ele considera o meu parecer um primeiro passo no combate à violência", disse o senador. A proposta de Arruda dominou as discussões no Senado durante toda a convocação extraordinária, mas a votação da matéria está sendo adiada desde o final de janeiro, por falta de um acordo de Piva com Arruda e o relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
Calheiros apóia a proibição total da venda de armas e foi o autor do projeto do governo enviado ao Congresso em 1998, quando ele era ministro da Justiça. A proposta de Calheiros está parada na Câmara.