Brasília, 24 (AE) - A comissão do PFL responsável pelo estudo do reajuste do salário mínimo encerrou há pouco a reunião com o ministro da Fazenda, Pedro Malan. Segundo informou à saída o presidente da comissão, senador José Jorge (PE), o encontro serviu para que o ministro apresentasse as restrições da equipe econômia à proposta do partido de elevar o valor do mínimo para 177 reais, a partir de 1.º de maio. Ele disse que foram apresentadas restrições de caráter fiscal, relacionadas à inflação e também ao emprego. Jorge disse que a Fazenda ficou de detalhar, posteriormente, por escrito, ao partido estes argumentos. O deputado Luiz Antônio de Medeiros (PFL-SP), autor da proposta de elevação do mínimo para o equivalente a US$ 100 00, informou que, com base nas restrições alegadas, a comissão vai elaborar uma sugestão a ser entregue na quarta-feira (01) a Malan, mostrando as opções que podem tornar viável o pagamento do mínimo de 177 reais. Entre essas opções, ele citou o aumento da arrecadação, recuperação das dívidas da Previdência, avaliadas em R$ 70 bilhões, e a redução da renúncia fiscal e da sonegação. Jorge não descartou sequer a possibilidade de uso de recursos previstos inicialmente para o programa de combate à pobreza para pagar o reajuste do salário mínimo. Segundo ele, todas as fontes que estão previstas no Orçamento são passíveis de ser direcionadas para o pagamento do salário mínimo, se a sociedade considerar esta proposta prioritária. Medeiros disse que saiu otimista da reunião, pois Malan afirmou que queria fazer algo de concreto sobre o assunto. "Continuaremos lutando por 177 reais, e o que vier é lucro", afirmou Medeiros. Ele previu que "alguma coisa além da inflação" será concedida pelo governo. Ele relatou que o minsitro fez um apelo para que os parlamentares não usassem mais o dólar como referência ao falar sobre a proposta de reajuste do mínimo.

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