Por Jair Aceituno, especial para a AE
Bauru, SP, 10 (AE) - O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) está encontrando dificuldades para apurar as causas do blecaute que atingiu 11 Estados das regiões centro-sul em março. A partir da polêmica criada sobre a causa oficialmente anunciada - um raio na subestação da Cesp em Bauru, interior de São Paulo - a entidade, que tem um programa de proteção à população, criou uma comissão especial para apurar o problema.
As dificuldades, segundo o vice-presidente da entidade, Luiz Antônio Moreira Salata, começaram com a informação de que os funcionários da Cesp chamados a prestar esclarecimentos não compareceriam à audiência, na sexta-feira. Deveriam ser ouvidos três engenheiros e quatro operadores que atuaram no caso, mas a empresa mandou outros três, que não estavam presentes à subestação na hora do acidente. Os que trabalhavam no local não compareceram, assim como o chefe, engenheiro Hamilton Spagolla de Lemos, que, segundo a comissão apurou, teria sido transferido para outra cidade.
A comissão pediu à Cesp os relatórios de manutenção da área, registros meteorológicos da noite do acidente e outros documentos. O material deverá ser analisado na próxima reunião, na quinta-feira. A comissão, criada no dia 29, tem um mês para concluir o relatório.

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