Comissão discute fontes de receita para aumento do mínimo3/Mar, 13:41 Por José Ramos Brasília, 3 (AE) - O presidente e o relator da comissão especial da Câmara que discute o reajuste do salário mínimo, Paulo Lima (PMDB-SP), e Eduardo Paes (PTB-RJ) encerraram há pouco a reunião com o ministro da Previdência Social, Waldeck Ornélas, na qual discutiram fontes de receita que cobrirão o impacto, nas contas da Previdência, de um aumento real para o mínimo. Segundo Paes, a comissão está trabalhando com a previsão de aumento da arrecadação da dívida ativa da previdência, que tem um estoque de R$ 70 bilhões. Se o mínimo for elevado, em primeiro de maio, de R$ 136 para R$ 160, valor mínimo com o qual a comissão trabalha, a Previdência teria um gasto adicional em relação a previsão orçamentária para este ano de R$ 1,449 bilhão. O relator, no entanto, disse estar consciente da dificuldade de financiar uma despesa permanente com uma receita temporária. O presidente da comissão, Paulo Lima, disse que no encontro que os dois parlamentares terão daqui a pouco com o ministro do Planejamento, Martus Tavares, serão discutidas outras possibilidades de financiamento para o reajuste do mínimo. O ministro Waldeck Ornélas esclareceu após a reunião que o governo não trabalha com a hipótese elaborada pela comissão especial. Segundo ele, o governo está fazendo todo esforço para obter o pagamento das dívidas e conseguiu recuperar R$ 1,1 bilhão no ano passado. "Mas isso não é algo sobre o qual se deva assinar um compromisso", alertou Ornélas, esclarecendo que se faltar recursos, o ajuste poderá ser feito com o corte de gastos no orçamento. Diante da dificuldade de se obter recursos para o aumento real do mínimo, o ministro já adiantou que os benefícios que estiverem acima desse piso terão apenas correção monetária, sem aumento real.